domingo, 27 de dezembro de 2009

Reflexo

E esses dois meses pareceram seis.

Acho que envelheci a alma. Não estou mais calma, nem paciente. Continuo ansiosa pelo o que eu nem sei.

Estou me vendo pela versão do espelho, percebendo minha vida como se eu fizesse o que quero dela.

E olhei a minha volta também. E quer saber? Tem gente com tanto problema que me senti ridicula em contar os meus. Mas não...não quero escrever para dizer pra você ter esperança, e não reclamar da sua vida, por que tem gente em situação pior. Mas sinceramente, sua vida é consequencia das suas escolhas. E do que você permite te dominar. Era só o que eu queria falar.



As vezes relendo o que eu escrevi, não me reconheço. Mas não acho isso ruim. Só acho patético esse jeito de escrever, sabe se lá pra quem ler, como se eu falasse de um divã. Mas é que talvez eu precise disso...E a melhor parte, é que dessa forma, eu chego nas minhas soluções sozinha.

(continua)

2 comentários:

Fight disse...

Talvez seja por isso mesmo que a gente escreve, porque no final das contas, somos os únicos que vão entender a explicação, que vão considerar todos os fatores, que vão trazer algum conforto pra nós mesmos. Ou talvez não, ou talvez também.

(continua? Oba, já estava sentindo falta ^^)

Saymon disse...

...Ou talvez, talvez!É complicado entender por que o tempo se arrasta nos momentos de agonia e como ele desliza nos momentos de euforia... Cansados estamos todos! Sem paciência, de saco cheio... Em dezembro de 2008 postei um texto que falava sobre a necessidade de um messias, diferente desses que temos aí, diferente, inclusive, do mais pop, O Cabeludo. E depois que li o que escrevi, percebi que estamos cercados de 'enchedores de linguiça'. As pessoas se alienam para maquiar os problemas e vão varrendo a sujeira para debaixo do tapede... E nisso ninguém sabe direito no que acreditar, e não sei se o messias virá, voltará ou se tudo isso não passa de um mundo de enganação. E enquanto isso, o que podemos fazer? Quem poderá nos ajudar? O Chapolin Colorado? Ah, quem dera! Assim a vida segue sem rumo, respostas ou paciência. Mas como diz o Lenine "Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal eu finjo ter paciência..."
Saudade de você Aline!